Sejam bem vindos ao Blog da Profª Sueli

" "Carpe Diem" quer dizer "colha o dia". Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Acontece sempre no presente."

Rubem Alves

Páginas

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Referência Bibliográfica

Bia,

Jamais poderia deixar de atender a um pedido seu, por isso, estou deixando algumas indicações de sites que explicam com fazer corretamente referências. Atualmente, só colocamos a palavra REFERÊNCIA no final do trabalhos, porque temos várias fontes-ok?

sábado, 24 de maio de 2008

Coisas do Menino Maluqinho






Biblioteca Virtual do Estudante de Língua Portuguesa

Seja curioso... e, conheça a Biblioteca virtual da USP - BibVirt, que desde 1997 vem disponibilizando gratuitamente vasta quantidade de informação qualificada, atualizada e facilmente acessível, proporcionando auxílio às pesquisas escolares, e servindo como subsídio para o desenvolvimento de atividades curriculares e extra-curriculares.
Quer conhecer? Clique no título desta postagem.

Família Prestes

Continuação da entrevista com Anita Leocádia Prestes.
Vídeos 04 de 06


sexta-feira, 23 de maio de 2008

Mangá


Mangá, o desenho livre, sofreu revolução nos anos 1940
DAYANNE MIKEVIS - da Folha Online


Apesar de a palavra mangá ter origem muito antiga, foi no final da 2º Guerra Mundial (1939-1945) que um autor chamado Tezuka Ossamu ganhou destaque com seus desenhos de personagens com olhos grandes e esguio. Ele também inovou o conteúdo dos mangás e produziu "Princesa e o Cavaleiro", "Buddha", "Adolf" e "Astro Boy", segundo a pesquisadora Sônia Maria Bibe Luyten.
A acadêmica conta que, quando morou no Japão, de 1984 a 1991, a convite da Universidade de Estudos Estrangeiros de Osaka, Tóquio e Tsukuba, conheceu pessoalmente Ossamu e visitou seu estúdio.
O traço do mangá evoluiu desde então, mas ainda preserva as principais características deixadas por Ossamu, que é chamado no Japão de kamisama, ou seja, o deus do mangá, segundo Luyten.
A palavra mangá, segundo a pesquisadora, é formada por dois kandi (junção de caracteres que formam uma palavra) que significam "desenhos inconseqüentes, livres".
"Um dos famosos gravuristas japoneses chamado Hokusai [1760-1849], o mesmo que fez as famosas 'As 36 Vistas do Monte Fuji', 'A Grande Onda de Kanagawa', fez alguns esquetes não convencionais para a época retratando a vida comum das ruas, as prostitutas, as casas de banho e usou pela primeira vez a palavra mangá", afirma Luyten.
No final do século 19, um desenhista chamado Rakuten Kitazawa usou novamente a palavra mangá e o termo se consolidou e está em uso até hoje, segundo a pesquisadora.
No Ocidente
Outra estudiosa dos mangás, Christine Akune Sato, 42, membro da Abrademi (Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações) e autora do livro "Japop --O Poder da Cultura Pop Japonesa", afirma que no Ocidente a palavra mangá ganhou a conotação de quadrinhos no estilo japonês.
No entanto, no Japão, mangá quer dizer qualquer leitura de quadrinhos, que inclui uma gama variada de títulos, desde clássicos da Marvel, passando por nomes como René Goscinny e Albert Uderzo, Quino, e até mesmo Maurício de Sousa.
"No Japão, mangá é revista em quadrinhos, e no Ocidente são os japoneses, especificamente", afirmou Sato.
Ela afirma que os mangás, em seus diferentes gêneros e categorias, são uma leitura popular no Japão e abrangem qualquer público.
"O mangá é uma leitura de prazer, não um preconceito, uma tribo de quem lê. Lá todo mundo o faz e é muito comum ver este tipo de hábito em restaurantes, enquanto as pessoas esperam as refeições", disse a pesquisadora.
"Com as características editoriais que possuem [divisão por sexo e idade], ao estilo e conteúdo, o mangá faz parte da cultura pop japonesa. E dentro deste universo da cultura pop aparecem muitos traços da cultura tradicional japonesa. Existe também uma forte identificação entre o leitor e os personagens pois as histórias abrangem muitos aspectos que nem sempre os quadrinhos tradicionais abordam", afirma Luyten, sobre a importância do mangá na cultura japonesa.


fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u363048.shtml> acesso em 23/05/08.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Século XX - Especial da Revista VEJA

O Século Terrível

Ele teve as piores guerras, holocausto e Hiroshima. Mas acaba glorioso.
x-x-x-x-x-x-
Conheça os fatos que marcaram o século XX, clicando no título desta postagem - Edição Especial da Revista VEJA.

Familia Prestes - continuação

Continuidade da entrevista com Anita Leocadia Prestes
Vídeo 03 de 06

terça-feira, 20 de maio de 2008

Revista Superinteressante


20 anos de Super

A Superinteressante oferece todo o seu acervo de textos gratuitamente! São mais de 12 mil páginas com as matérias de capa e algumas das seções que construíram a história da revista. Em breve, todos os especiais, o restante das seções e o conteúdo integral das edições em 2007 também estarão disponíveis.


Acesse, clicando no título desta postagem.

Cheguei ao visitante nº 1000

É galera, quem disse que só Pelé tem direito ao nº 1.ooo?
Hoje... 20/05/08 este blog recebe o seu visitante nº 1.000
VIVA! VIVA! VIVA!

Famíla Prestes - Campos de Concentração

Continuação da entrevista com Anita Leocadia Prestes
Vídeo 02 de 06


domingo, 18 de maio de 2008

XADREZ

Galera do CE 416,

Estou disponibilizando uma relação de sites sobre o Jogo de Xadrez para que vocês se apropriem da História e regras do jogo. Esta é uma parceria com as Profªs. de Matemática: Rosana, Sônia e Carol.

Em breve teremos partidas de xadrez na escola.

http://www.clubedexadrez.com.br
http://pt.wikibooks.org/wiki/Xadrez:Regrasens.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_xadrez
http://br.geocities.com/cxitapiuna/Interessante/histxadrez.htm
http://xadrezonline.uol.com.br/tutorial/tabuleiro.htm
http://www.rksoft.com.br/html/regras_xadrez.html
http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/xadrez/regras-do-xadrez.php
http://intervox.nce.ufrj.br/~jobis/reg.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Xadrez
http://www.ludomania.com.br/Tradicionais/xadrez_origens.html

Como apresentar Seminário

Mais uma contribuição da Profª. Marilsa, para este blog. Dicas e orientações de como elaborar e apresentar SEMINÁRIOS.


Toda comunicação oral, o seminário inclusive, deve levar em conta, além da linguagem falada (que se utiliza da entonação, acentuação e ritmo), alguns aspectos físicos ( dos apresentadores/falantes e do lugar) além do conteúdo que está sendo tratado. São eles:

• Qualidade da voz, melodia, elocução (seleção e disposição das palavras e frases) e pausas, respiração, risos e suspiros;
• Atitudes corporais, movimentos, gestos, trocas de olhares, mímicas faciais;
• Ocupação dos lugares, espaço pessoal, distâncias, contato físico;
• Roupas, disfarces, penteados, óculos, limpeza;
• Iluminação, lugares, disposição das cadeiras, ordem, ventilação, decoração.
Ao apresentar um seminário, o expositor deve ter em mente que seu papel/função deve ser transmitir um conteúdo, informar, esclarecer, modificar o conhecimento dos ouvintes.
Para atingir este objetivo, o expositor deve levar em conta aquilo que seus ouvintes já sabem sobre o tema; deve, ao longo de sua exposição, avaliar a dificuldade daquilo que está ensinando e, se necessário, dizer de outra maneira, reformular, dar exemplos. O expositor deve, também, fazer perguntas a fim de estimular a atenção dos ouvintes e de verificar se seus objetivos estão sendo atingidos, ou seja, se todo mundo está entendendo sua exposição.
Antes, porém, da exposição das informações, é necessário que haja uma triagem (seleção) do conteúdo a ser transmitido, uma organização do que foi escolhido, distinguindo as idéias principais das secundárias, com a finalidade de garantir uma progressão clara e coerente do que se pretende expor e concluir.
Em seguida, estas informações devem ser organizadas em partes e subpartes que serão as diferentes fases do seminário.
A seguir, a seqüência das FASES DE UM SEMINÁRIO:
1. ABERTURA – Um expositor (pode ou não fazer parte do grupo) dirige-se ao auditório e apresenta os expositores.
Exemplos: a) “Bom dia, pessoal! Gostaria de apresentar a vocês os componentes do meu grupo: Fulano, Ciclano, Beltrano ...” b) “Atenção, turma! Vamos chamar à frente da classe o grupo Tal que vai falar a vocês sobre um tema muito interessante, a ser apresentado em forma de seminário...”
2. INTRODUÇÃO AO TEMA – Etapa de apresentação, delimitação do assunto. Dá ao orador a oportunidade de explicar as razões de suas escolhas. Esta fase deve mobilizar a atenção e a curiosidade dos ouvintes e, para isso, o expositor deve utilizar uma foto ou ilustração relacionada ao tema, colocar uma questão-isca que desperte a curiosidade, contar uma anedota, fazer perguntas, etc.
Exemplos: a) “Esse seminário abordará tal assunto...”
b) ”Vamos tentar explicar a vocês a importância da ...”
3. APRESENTAÇÃO DO PLANO DA EXPOSIÇÃO – Deve esclarecer, ao mesmo tempo, sobre o produto (o texto planejado) e sobre o procedimento (a forma, a seqüência da exposição).
Exemplos: a) “Falaremos, primeiramente sobre... Depois, daremos alguns exemplos, para, em seguida, abordarmos os seguintes aspectos...” b) “Iniciaremos com uma descrição geral sobre... Em segundo lugar, vamos nos ater especialmente a... Depois, faremos também um detalhamento... E, ainda, veremos... Por fim, iremos...”
4. DESENVOLVIMENTO DO ASSUNTO – É o encadeamento dos diferentes temas (e subtemas) e a quantidade deles deve corresponder ao número anunciado no plano. Faz- se necessário ressaltar que esta fase é a mais importante do seminário e, para que as idéias sejam assimiladas pelos ouvintes, é necessário que elas sejam expostas numa progressão coerente, o que se consegue atentando-se para: a) a coesão temática, ou a ligação, a articulação dos diferentes aspectos de um mesmo assunto; b) a sinalização do texto, ou a distinção das idéias principais das secundárias; c) a introdução de exemplos, sejam eles explicativos ou ilustrativos, tais como cartazes, mapas, gráficos, tabelas, transparências, etc.; e d) a reformulação de palavras ou idéias, para esclarecer as dúvidas dos ouvintes diante de termos novos ou difíceis.
Exemplos: a) “A questão que abordaremos agora é... Isso nos leva à seguinte reflexão:... Então, chegamos agora a um ponto muito importante...” b) Devemos notar, sobretudo, esses dois aspectos... Em outras palavras, podemos chamar de... E, agora, exemplificando...”
5. RECAPITULAÇÃO E SÍNTESE – É a retomada dos pontos principais da exposição e também a fase de transição entre ela e as duas etapas de conclusão que virão a seguir.
Exemplos: a) “Então, para terminar, vamos fazer uma síntese de tudo o que vimos até aqui...” b) “Em resumo, podemos dizer...”
6. CONCLUSÃO – É a transmissão da mensagem final, mas pode ser, também, a proposta de um problema novo aos ouvintes, ou o início de um debate, uma roda de conversa, a execução de algum exercício ou atividade de verificação, uma dinâmica, etc.
Exemplos: a) “Agora, finalizando nosso seminário, vamos colocar a seguinte questão...” b) “Para concluir, queremos deixar a seguinte mensagem...”
7. ENCERRAMENTO – Nesta fase, cabem os agradecimentos ao auditório.
Exemplos: a) “Gostaríamos de agradecer a atenção de todos os presentes...” b) “Esperamos que, de alguma forma, tenhamos contribuído para ampliar o conhecimento de vocês sobre...”
Para que haja compreensão e assimilação do assunto exposto, faz-se necessário, ainda, a observação das seguintes orientações:
• falar alto e dis-tin-ta-mente, nem muito rápido, nem muito lentamente;
• gerenciar pausas;
• captar a atenção da audiência, variando a voz e gerenciando o suspense;
• cuidar da postura, não exagerando nos gestos, mas também não ficando imóvel;
• alternar discurso (fala) e apresentação de documentos diversificados (cartazes, mapas, gráficos, transparências, etc.) e ter em mãos um bom plano ou esquema

Em resumo, o trabalho com seminário envolve todas as etapas abaixo discriminadas:
- tomar consciência da situação de comunicação levando em conta a finalidade e o público alvo;
- pesquisar, ler e explorar textos e/ou documentos diversos (gráficos, fotos, gravações... inclusive) a fim de coletar informações sobre o tema a ser exposto;
- selecionar informações a partir dos textos e/ou documentos pesquisados, exercitando, deste modo, a elaboração de anotações escritas e desenvolvendo as capacidades de exemplificar, ilustrar e explicar;
- distinguir idéias principais de secundárias ao estruturar a exposição das mesmas;
- ordenar os temas, subtemas e/ou tópicos, intercalando-os com exemplos, ao elaborar o plano de exposição;
- preparar anotações/esquema, transparências, mapas, gráficos, tabelas... para servirem de suporte durante a exposição;
- antecipar as dificuldades de compreensão dos ouvintes reformulando ou substituindo as palavras difíceis;
- preparar o seminário, fazendo a ligação (articulação) entre as diversas fases da exposição (abertura, introdução, apresentação, desenvolvimento, resumo, conclusão, encerramento);
- coordenar a distribuição da palavra entre os elementos do grupo;
- treinar para a exposição, tomando consciência da importância da voz, do olhar, da atitude corporal;
- tomar a palavra diante de um grupo.

Campos de Concentração - Família Prestes

À partir desta semana, vocês uma entrevista realizada pela TV Câmara, com Anita Leocádia Prestes, filha de Olga Benário e Luiz Carlos Prestes, que nasceu numa prisão da Alemanha Nazista.

Aproveitem e façam relações com o livro "O Salto para a Vida"

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sexta-feira, 16 de maio de 2008

Dicas Culturais - Centenário da Imigração Japonesa

São Caetano promove festival da cultura japonesa neste domingo

Publicidade da Folha Online


Um pouco da música, da cultura e da culinária japonesa estará neste domingo (18) no Festival da Cultura Japonesa de São Caetano do Sul (Grande São Paulo).
No festival haverá apresentações de taikô e demonstrações de artes marciais como o kendô, arte da esgrima japonesa, e o tradicional sumô. Estarão a venda pratos típicos como sushi, sashimi, mandju --doce de feijão--, tempurá, guioza --um pastel recheado com legumes ou carne-- e yakissoba.
No evento haverá ainda exposições de ikebana - técnica de criação de arranjos florais - e de origami - técnica de dobradura em papel.
Serviço:
Quando: Domingo, dia 18, a partir das 10h
Onde: Espaço Verde Chico Mendes (Avenida Fernando Simonsen, 566 - Cerâmica)
Quanto: Entrada gratuita
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Ibirapuera tem domingo dedicado ao centenário da imigração japonesa
Publicidade da Folha Online

O MAM (Museu de Arte Moderna) de São Paulo realiza no domingo (18), em parceria com o Pavilhão Japonês do parque Ibirapuera (zona sul de São Paulo), um evento em homenagem ao centenário da imigração japonesa no Brasil, comemorado neste ano.
O evento é chamado "Vivendo o Japão" e traz mostras, oficinas e apresentações musicais.
Confira a programação completa:
- 10h - abertura do evento com apresentação de taiko na marquise do parque;
- 11h-13h - oficinas de origami, ikebana, shodô e oshibana;
- 13h - apresentação de koto (cítara horizontal), shakuhachi (flauta de bambu) e shamisen (instrumento de três cordas e caixa de ressonância) no auditório do MAM;
- 14h30 - visita à exposição "Quando vidas se tornam forma", no MAM;
- 15h30 - visita ao espaço expositivo do Pavilhão Japonês.
Serviço
Quando: Domingo, dia 18, das 10h às 17h
Onde: Parque Ibirapuera
Quanto: Entrada gratuita. É necessário retirar ingressos com uma hora de antecedência

quinta-feira, 15 de maio de 2008

8ª C - MAIS UMA VEZ...MUITO OBRIGADA!!


Hoje estou aqui para agradecendo o carinho de uma turma surpreendente.
Apesar das broncas, dos puxões de orelha, vocês foram capazes de demonstrar em gestos e atitudes, o quanto são merecedores do meu carinho.
Como ainda não recebi as fotos, vou deixar em forma de agradecimento um poema do Machado de Assis, que fala sobre a amizade. Espero que vocês sejam não somente alunos, e sim, grandes amigos.
Espero que Machado me permita uma alteração em seu texto (acrescentei a palavra ALUNO, ao texto original).
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BONS AMIGOS - ALUNOS
Abençoados os que possuem ALUNOS amigos, os que os têm sem pedir.
Porque ALUNO amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
ALUNO Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por ALUNOS amigos, os que falam com o olhar.
Porque ALUNO amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
ALUNO Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam ALUNOS amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque ALUNO amigo sofre e chora.
ALUNO Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os ALUNOS amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque ALUNO amigo é a direção.
ALUNO Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os ALUNOS amigos de raízes, verdadeiros.
Porque ALUNOS amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter ALUNOS amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!
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OBRIGADA 8ª C ou melhor CICLO IV - FINAL "C" - 2008 - CE - 416.
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Amanda, Ana Beatriz, Angelo, Barbara, Bianca, Bruno, Camila, Carina, Cauê, Dayane, Douglas, Evandro, Florize, Gláuber, Glenda, Coppini, Henrique B., Henrique Morata, Jean, Jeferson, Jéssica, Kaio, Letícia, Lucas Araujo, Lucas Ferreira, Marcela, Maria, Marine, Milena, Paulo, Pedro, Scarlat, Stephany, Tamires, Valeska, Vanderson, Vinicius Firmo, Wallace, Emerson, Victor, Vinicius Pinheiro.
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Vocês me surpreenderam...Foi muito gratificante receber a homenagem da classe de vocês.
Um beijo especial para cada um.


quarta-feira, 14 de maio de 2008

A idade de Cristo... 33 anos bem vividos!!


Hoje dedico a postagem do dia a mim mesma, afinal de contas "Eu mereço", assim acredito. Fazer 30 anos foi um marco, só que, hoje vejo que já se passaram mais 03, ou seja, 33 anos de vida, bem vividos graças à Deus.
Então gostaria de agradecer:
À Deus, pelo dom da vida.
À minha família maravilhosa, pelo carinho e dedicação.
Aos amigos que estão perto e aos distantes também, pela amizade.
Aos meus alunos, que me ensinam a cada dia com ser professora.

Para celebrar o meu aniversário, dedico a mim, um poema do Fernando Pessoa:

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

Fernando Pessoa

Como diria Narciso (EU ME AMO!)

terça-feira, 13 de maio de 2008

Abolição da Escravatura - Lei Áurea

Historia: Lei Áurea, a polêmica e os limites
ROBERSON DE OLIVEIRA
da Folha de S.Paulo

A aprovação da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, foi muito comemorada. Nas décadas seguintes, a princesa Isabel foi cultuada nos manuais escolares como a redentora dos escravos e bem-feitora dos negros brasileiros.

Nos últimos 30 anos, o mito tem sido desconstruído, a tal ponto de, entre os críticos mais ácidos, pairar um certo desprezo pela lei, quando se consideram os principais marcos na luta pela superação dos males provocados pela escravidão no Brasil. Entretanto não há como desprezar a Lei Áurea como marco significativo nesse processo. Até a sua aprovação, qualquer negro em trajes humildes que caminhasse pela rua sozinho corria o risco de ser parado pela polícia e submetido à humilhante verificação da sua condição de homem livre ou fugitivo.

Por outro lado, não há como negar a limitação dos seus efeitos. Isso era evidente para as mentes mais lúcidas daquela época, como Joaquim Nabuco, que, no clássico "O Abolicionismo", de 1883, argumentava: "...Mesmo (que) a emancipação total fosse decretada amanhã, a liquidação desse regime daria lugar a uma série infinita de questões... Depois que os últimos escravos houverem sido arrancados ao poder sinistro que representa para a raça negra a maldição da cor, será ainda preciso desbastar, por meio de uma educação viril e séria, a lenta estratificação de 300 anos de cativeiro, isto é, de despotismo, de superstição e de ignorância".

Além disso, era cristalino para ele e para outros líderes abolicionistas, como André Rebouças, que a abolição sem uma reforma agrária era uma medida infame. Sem a oportunidade de ter acesso a um pedaço de terra do qual pudesse extrair o seu sustento, os negros dificilmente encontrariam condições de construir uma nova vida. A inserção dos ex-escravos nas atividades do comércio e da indústria e nas profissões com melhor remuneração teria de passar pelo crivo de séculos de discriminação.

Desse ângulo, a abolição lançou os negros a sua própria sorte e libertou os brancos da culpa da escravidão.

Na verdade, o raio de ação da princesa Isabel era muito restrito. Encontrava-se, de um lado, à frente de um império dominado por latifundiários e, de outro, pressionada por amplo movimento social contra a escravidão, que corria o risco de voltar-se contra o império. Cedeu os anéis para não perder os dedos... mas já era tarde demais.

Roberson de Oliveira é autor de "História do Brasil: Análise e Reflexão" e "As Rebeliões Regenciais" (Editora FTD) e professor no Colégio Rio Branco e na Universidade Grande ABC. Email: roberson.co@uol.com.br

segunda-feira, 12 de maio de 2008

A História de cada dia

A postagem de hoje é dedicada aos frequentadores assíduos deste blog. Espero que vocês continuem me visitando... e deixando dicas, sugestões e críticas.

Quer conhecer um pouco sobre a História de cada dia, visite o site do Menino Maluquinho e divirta-se:

Aí que está um exemplo:


11 de maio

Dia das Mães

Hoje é o dia de uma pessoa muito especial, mas ela é tão especial que mereceu até um Extra: dê um pulinho até a seção Extra para espiar. Ei, ei! Volta aqui um pouquinho, antes corra para dar um superbeijo na sua mamãe e desejar a ela um Feliz Dia das Mães!





1927
Fundação da The Academy of Motion Picture Arts and Sciences

Em 11 de maio de 1927, foi criada a organização que elege os ganhadores do Oscar, o maior prêmio do cinema americano. A festa acontece sempre em Hollywood, que é considerada a terra do cinema, e nela são premiados os melhores filmes do ano, em diversas categorias. Também tem prêmio para a melhor atriz, o melhor ator, o melhor figurino, o melhor ator coadjuvante, a melhor atriz coadjuvante, a melhor trilha sonora, a melhor música, a melhor fotografia... São tantos "o melhor" que nem sei mais. E todos os participantes vivem sonhando com a mesma coisa, a famosa estatueta - o Oscar.





Dia das Comunicações Sociais

Hoje, é comemorado o Dia das Comunicações Sociais, ou seja, hoje é o dia do rádio, da televisão, da fotografia, da Internet, enfim, de tudo que permite a comunicação. É pelos meios de comunicação que as notícias são transmitidas para todos os cantos do mundo e, hoje em dia, isso acontece em questão de segundos. Os profissionais responsáveis pela comunicação social são os jornalistas, os publicitários, os fotógrafos... É tanta gente que eu nem me lembro de todos.
Hoje, também é o Dia da Inauguração do Telégrafo Elétrico em 1852. Foi o dia em que ocorreu a primeira comunicação telegráfica, no Brasil, pelo sistema Morse. Ela foi feita entre o paço imperial e os quartéis do Campo de Santana, no Rio de Janeiro.


12 de maio

Dia da Enfermagem

Hoje é Dia da Enfermagem e também o Dia do Enfermeiro, pois é a data de nascimento de Florence Nightingale, que é considerada a fundadora da enfermagem moderna. A principal tarefa dos enfermeiros é dar assistência aos doentes.
A atividade de enfermagem está ligada à atuação do médico, nos hospitais e clínicas, mas os enfermeiros também podem atender na casa dos doentes.
Eles cuidam também da higiene e do bem-estar das pessoas. Pensando bem, acho que tenho uma enfermeira particular em casa - a minha mãe.


Clique no título desta postagem e descubra a História e outros dias. :)

domingo, 11 de maio de 2008

MÃE... UM ANJO NA TERRA!

Amor de Mãe

Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus:
- Dizem-me que estarei sendo enviado à terra amanhã... Como vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?

E Deus disse: - Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você. Estará lhe esperando e tomará conta de você.

Criança: - Mas diga-me: Aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?

Deus: - Seu anjo cantará e sorrirá para você... a cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz.

Criança: - Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?

Deus: - Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar.

Criança: - E o que farei quando eu quiser Te falar?

Deus: - Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a rezar.

Criança: - Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?

Deus: - Seu anjo lhe defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria vida.

Criança: - Mas eu serei sempre triste porque eu não Te verei mais.

Deus: - Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e eu estarei sempre dentro de você.

Nesse momento havia muita paz no céu, mas as vozes da terra já podiam ser ouvidas.

A criança apressada, pediu suavemente: - Oh Deus se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me por favor, o nome do meu anjo.

E Deus respondeu: - Você chamará seu anjo... MÃE!

Autor desconhecido

sábado, 10 de maio de 2008

ORIGEM DO DIA DAS MÃES


SER MÃE É UMA DÁVIDA... TER UMA MÃE COMO A MINHA, É UM PRIVILÉGIO.

MÃE EU TE AMO MUITO.


Conheça um pouco sobre a origem da data do ser mais especial do planeta... MÃE.



A origem do Dia das Mães


A mais antiga comemoração dos dias das mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses.
O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães. Era chamado de "Mothering Day", fato que deu origem ao "mothering cake", um bolo para as mães que tornaria o dia ainda mais festivo.
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada em 1872 pela escritora Júlia Ward Howe, autora de "O Hino de Batalha da República".
Mas foi outra americana, Ana Jarvis, no Estado da Virgínia Ocidental, que iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Em 1905 Ana, filha de pastores, perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a festa fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães. A idéia era fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais.
Durante três anos seguidos, Anna lutou para que fosse criado o Dia das Mães. A primeira celebração oficial aconteceu somente em 26 de abril de 1910, quando o governador de Virgínia Ocidental, William E. Glasscock, incorporou o Dia das Mães ao calendário de datas comemorativas daquele estado. Rapidamente, outros estados norte-americanos aderiram à comemoração.
Finalmente, em 1914, o então presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson (1913-1921), unificou a celebração em todos os estados, estabelecendo que o Dia Nacional das Mães deveria ser comemorado sempre no segundo domingo de maio. A sugestão foi da própria Anna Jarvis. Em breve tempo, mais de 40 países adotaram a data.
"Não criei o dia das mães para ter lucro"
O sonho foi realizado, mas, ironicamente, o Dia das Mães se tornou uma data triste para Anna Jarvis. A popularidade do feriado fez com que a data se tornasse uma dia lucrativo para os comerciantes, principalmente para os que vendiam cravos brancos, flor que simboliza a maternidade. "Não criei o dia as mães para ter lucro", disse furiosa a um repórter, em 1923. Nesta mesmo ano, ela entrou com um processo para cancelar o Dia das Mães, sem sucesso.
Anna passou praticamente toda a vida lutando para que as pessoas reconhecessem a importância das mães. Na maioria das ocasiões, utilizava o próprio dinheiro para levar a causa a diante. Dizia que as pessoas não agradecem freqüentemente o amor que recebem de suas mães. "O amor de uma mãe é diariamente novo", afirmou certa vez. Anna morreu em 1948, aos 84 anos. Recebeu cartões comemorativos vindos do mundo todos, por anos seguidos, mas nunca chegou a ser mãe.
Cravos: símbolo da maternidade
Durante a primeira missa das mães, Anna enviou 500 cravos brancos, escolhidos por ela, para a igreja de Grafton. Em um telegrama para a congregação, ela declarou que todos deveriam receber a flor. As mães, em memória do dia, deveriam ganhar dois cravos. Para Anna, a brancura do cravo simbolizava pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza. Durante os anos, Anna enviou mais de 10 mil cravos para a igreja, com o mesmo propósito. Os cravos passaram, posteriormente, a ser comercializados.
No Brasil
O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de maio. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.

Texto compilado das seguintes fontes
- Pesquisa de Daniela Bertocchi Seawright para o site Terra, http://www.terra.com.br/diadasmaes/odia.htmFontes / Imagens:· Norman F. Kendall, Mothers Day, A History of its Founding and its Founder, 1937. · Main Street Mom · West Virginia Oficial Site
- O Guia dos Curiosos - Marcelo Duarte. Cia da Letras, S.P., 1995.- Revista Vtrine - artigo - Abril, S.P., 1999



quinta-feira, 8 de maio de 2008

Anos 1920

Dedico a postagem de hoje aos alunos do Ciclo IV - Final "C", pois os trabalhos apresentados hoje e a forma com a classe se comportou para assistir aos trabalhos dos colegas, me deixou feliz.
Gostei bastante da paródia.

Na década de 1920 era nítida a preocupação de se discutir a identidade e os rumos da nação brasileira. Todos tinham algo a dizer - políticos, militares, empresários, trabalhadores, médicos, educadores, mas também artistas e intelectuais. Como deveria ser o Brasil moderno? Através da literatura, das artes plásticas, da música, e mesmo de manifestos, os artistas e intelectuais modernistas buscaram compreender a cultura brasileira e sintonizá-la com o contexto internacional. O marco de seu movimento foi a Semana de Arte Moderna de 1922. Mas havia também intelectuais preocupados com a reforma das instituições - a começar pela Constituição de 1891 -, que se dedicaram a apresentar propostas para a reorganização da sociedade brasileira.
Conheça um pouco mais sobre ese período, clicando no título desta postagem ou no link abaixo.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Haikai

Ciclo III - Final, estou indicano o site sobre Haikai, para auxiliá-los nos trabalhos sobre o Centenário da Imigração Japonesa.

O QUE É HAIKAI
Haikai é um poema de origem japonesa, que chegou ao Brasil no início do século 20 e hoje conta com muitos praticantes e estudiosos brasileiros. No Japão, e na maioria dos países do mundo, é conhecido como haiku.

Conheça um pouco mais, acessando o site abaixo:
http://www.kakinet.com/

Aproveitando o friozinho que faz aqui em SBC, nada melhor do que ler Haikais sobre o inverno.

Bashô
kimi hi o take yoki mono misen yuki maroge
Acenda o fogo.
Que lhe mostro algo legal
Uma grande bola de neve.
_______________________________
Bashô
no ni yama ni ugoku mono nashi yuki no asa
Nada se move
No campo ou nas montanhas
Manhã de neve.
_______________________________
Chiyo
jotada oreba oru tote yuki no furi ni keri
Apenas estando aqui,
Estou aqui.
E a neve cai.

Arqueologia Brasileira




Indicação de estudos para o Ciclo III - Inicial.




Entra na Web o primeiro grande site dedicado à Arqueologia Brasileira.Você irá conhecer importantes descobertas e acompanhar de perto o cotidiano dos arqueólogos em suas andanças e investigações.Para a largada, selecionamos algumas pesquisas que tratam de épocas distintas, desde o início do povoamento do Brasil até os dias de hoje. Mas esse é apenas o começo de uma grande viagem rumo ao passado. O site trará, em primeira mão, as mais recentes pesquisas, novas tecnologias e temas de interesse.




Descubra o Arqueologia Brasileira, clicando no título desta postagem.

Material para o Projeto Muitos Textos

Galera do CE 416, o site abaixo tem textos diversos e interessantes para o momento do Projeto Muitos Textos, Tantas Palavras.

Aproveitem a indicação.

http://www.japaobrasil.com.br/index.php

domingo, 4 de maio de 2008

Continuando... Domingo é dia de: Rubem Alves

Explicando Política às Crianças III



Tão bonita, a idéia da democracia! Melhor não há. Os cidadãos, educados, conscientes das suas necessidades, no exercício da sua liberdade, sem compulsões, sem enganos, escolhem por meio do voto aqueles que serão os seus representantes. Na cidade, os vereadores, no estado, os deputados estaduais, no país, os deputados federais e os senadores. Nada mais transparente. Nada mais honesto.

E os representantes do povo, dominados por um único ideal: trabalhar para o bem comum. No ato de se aceitarem como representantes do povo eles deixam de lado a sua vontade, os seus interesses privados, particulares. Tornaram-se depositários da vontade do povo. Quando pensam e agem não pensam e agem de acordo com os seus interesses. Apenas uma pergunta informa o seu pensar e o seu agir: “É do interesse do povo?”

É assim que eu quero. É assim que todo mundo quer. Como é linda a democracia quando escrita no papel! O problema é que o que está escrito não é aquilo que é vivido. O poder corrompe os ideais.

Faz muitos anos escrevi uma estória para grandes e pequenos sobre o que acontece na democracia. Era sobre um bando de ratos que vivia num buraco do assoalho de uma casa. Todo mundo sabe que ratos gostam de queijo. E havia um queijo enorme, amarelo, cheiroso, sobre a mesa da sala onde estava o buraco. Os ratos, de dentro do seu buraco, olhavam o queijo e sonhavam sobre o dia em que juntos, ordenadamente, alegremente, haveriam de comer o queijo. O queijo era grande para todos. Todos comeriam o queijo fraternalmente. Nenhum rato ficaria com fome. Que sonho mais bonito! Mas por que não comiam o queijo? Por causa do gato que guardava o queijo. O gato era o obstáculo que se interpunha entre os ratos e o queijo. Eliminado o gato seria o paraíso! É sempre assim: diante do gato todos os ratos são irmãos. E marchavam gritando palavras de ordem: “Os ratos, unidos, jamais serão vencidos...”

Pois não é que um dia o gato desapareceu? Para onde foi, ninguém sabe. Os ratos não podiam acreditar! Chegara a hora de realizar o seu sonho! A participação fraterna e socialista no bem supremo, o queijo. Correram para o queijo. Os ratos mais fortes, na frente. E os ratos fracos, humildemente, atrás, como na vida...

Aí uma metamorfose aconteceu. Ao chegar ao queijo os ratos perceberam que queijos sonhados não eram iguais aos queijos reais. Os queijos sonhados são infinitos: pode-se comer deles à vontade que não acabam. Mas os queijos reais, cada mordida de um é uma mordida a menos para o outro. E à fraternidade seguiu-se a luta. Não entre gatos e ratos, mas entre ratos e ratos. E os ratos, que até então só sabiam sorrir e viviam cantando canções de fraternidade, arreganharam os dentes afiados uns para os outros. E aí os ratos se dividiram em ratos gordos de dentes afiados e ratos magros que viviam amedrontados. E os ratos magros, de dentro do seu buraco, olhavam para os ratos gordos, comendo o queijo. E notaram então uma horrível transformação: os ratos gordos tinham a cara igualzinha à do gato. Porque, entre gato e rato a diferença é pouca: só uma letra...

Muitas pessoas sabem tudo sobre essa coisa que se chama política. Dentre todos os que mais sabem são os políticos por profissão que se especializam na arte de não cair do cavalo. São capazes de montar touro, búfalo, vaca brava, cavalo selvagem, burro empacador, zebra... Cavalo vai, cavalo vem, o dito político não pisa o chão. Um exemplo insuperável na arte de montar cavalos sem cair está no senador José Sarney, da Academia Brasileira de Letras, autor do livro “Os marimbondos de fogo”. Por mais que o bicho corcoveie ele está sempre por cima. Esses são os políticos matreiros, malandros, que vivem mudando de cor, escorregadios. Sabem tudo sobre política mas não contam pra ninguém. E são sempre reeleitos democraticamente pelo povo. Eles sabem a arte de enganar o povo. De todas as criaturas que Deus Todo Poderoso criou, o povo é a mais boba, a mais enganável. No Paraíso a Serpente estava em campanha eleitoral; era candidata. Sua fala serpentina foi preparada pelo Duda Mendonça, especialista na arte do engano. E Adão e Eva eram os eleitores, bobões, povo... Votaram sem saber no que estavam votando e deu nisso que deu.

Mas há também os cientistas políticos, gente séria em que se pode confiar, que não quer enganar ninguém. Mas eles escrevem tão complicado que somente aqueles que já sabem entendem o que eles dizem. O que eles dizem não ajuda o povo a pensar. O povo deseja pensar? O povo aprendeu, certo ou errado não interessa, que pensar não faz diferença. Então o melhor é não pensar. Pensar dá muito trabalho e não leva a nada.

Mas há uns tipos geniais que são capazes de ensinar a política não como malandragem, não como ciência, mas como literatura. É o caso de George Orwell. Um dos seus livros é o 1984. Quando ele o escreveu o ano de 1984 estava tão longe! Orwell percebeu como ninguém que o poder é um jogo no qual a peça mais poderosa é a linguagem. É através da linguagem que o poder domina as pessoas por dentro. A paixão por um partido é um caso de perturbação psicótica da linguagem. O apaixonado alucina: toma a linguagem por realidade. O que se ama é aquilo que a linguagem marcou dentro de mim. Não se vota num candidato. Vota-se naquilo que se diz sobre ele. As CPIs são todas arenas onde se travam batalhas da linguagem. É a linguagem que dá credibilidade ao poder. Mas Orwell escreveu também um livrinho bem pequeno, uma fábula que até as crianças entendem, Animal Farm ( em português A revolução dos bichos ) que é uma delícia de clareza, sutileza, humor e terror... É a estória dos bichos de uma fazenda, cavalos, porcos, vacas, cabritos, patos, gansos, cachorros...Cansaram-se de ser explorados pelo fazendeiro e resolveram fazer uma revolução. Juntos, unidos, expulsaram o fazendeiro aos coices e dentadas. Estava terminada a primeira fase da revolução. Segunda fase: Era preciso que as leis fossem claras e transparentes e que expressassem a vontade de todos os animais. Para o conhecimento de todos, elas foram pintadas em letras enormes na parede de um paiol. A primeira lei era: “Todos os bichos são iguais”. Terceira fase: Quem serão os líderes? Terão de ser escolhidos democraticamente. E assim foi ( não vou contar quais foram os bichos escolhidos para líderes...) . Entretanto, depois que os líderes se assentaram no poder, coisas estranhas começaram a acontecer. Por exemplo: num belo dia, ao acordar, os animais viram que a primeira lei havia sido modificada. Estava lá escrito na parede do paiol: “ Todos os bichos são iguais. Mas alguns bichos são mais iguais que os outros...” Não vou contar o fim da parábola. O que importa é que Orwell percebeu a armadilha do poder: depois que se dá a um grupo o poder para determinar as leis, não há formas de impedir que ele estabeleça as leis que lhe são convenientes. Os que eram antes oprimidos, de posse do poder, se transformam em opressores. Será essa a ironia da história, que cada luta pela liberdade se transforme sempre numa nova forma de opressão? Parece que só pode ser partido ético o partido que não está no poder. O poder cria imperativos de outra ordem.

“Já se disse que as grandes idéias vêem ao mundo mansamente, como pombas. Talvez, então, se ouvirmos com atenção, escutaremos em meio ao estrépito dos impérios e nações, um discreto bater de asas, o suave acordar da vida e da esperança. Alguns dirão que tal esperança jaz numa nação; outros, num homem. Eu creio, ao contrário, que ela é despertada, revivificada, alimentada, por milhões de indivíduos solitários, cujos atos e trabalho, diariamente negam as fronteiras e as implicações mais cruas da história. Como resultado brilha por um breve momento a verdade, sempre ameaçada, de que cada e todo homem, sobre a base de seus próprios sentimentos e alegrias, constrói para todos.” ( Albert Camus. Pronuncia-se “Camí”)


(Correio Popular, Caderno C, 17/07/2005.)

sábado, 3 de maio de 2008

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Gramática



Hoje a minha contribuição será dedicada à minha amiga (Marilsa) professora de Língua Portuguesa, com a indicação de um site sobre gramática. Acessem o site gramática online, clicando no título desta postagem e divirta-se.

Caso não consiga ler a tirinha. Dê um zoom que ficará nítida.

Millôr

""Um homem é adulto no dia em que começa a gastar mais do que ganha" - Millôr